Um testemunho de obediência, fé e serviço
- Redação JMM
Débora Silva, 25 anos, saiu do Piauí para a África Ocidental com o coração e a profissão à disposição do Senhor. Enviada pela Primeira Igreja Batista de Teresina, ela serviu durante um mês como cirurgiã-dentista na Fábrica da Esperança, por meio do Programa Voluntários Sem Fronteiras (VSF) – modalidade Individual.
Ela chegou pouco antes do Natal e participou de muitos encontros marcantes: um casamento, um culto de Natal, além de visitar três igrejas plantadas pela JMM em um país fechado. “Conhecer a cultura e um povo tão diferente do nosso, mas que é tão alegre em servir a Deus, foi realmente inspirador”, conta.
Além da oportunidade de vivenciar todas essas experiências de comunhão, ela pôde exercer sua profissão de forma intensiva. Na terceira semana, Débora já atendia uma média de 10 pacientes por dia no centro médico. Ela relatou que, a essa altura, já conseguia se comunicar melhor com seus pacientes no projeto. “Os desafios culturais são muitos, mas também tenho aprendido a depender do Senhor, porque Quem nos chamou para a obra também nos capacita e nos prepara.”
A troca e a convivência com os missionários de Missões Mundiais também marcaram sua jornada, ensinando-lhe muito sobre missão e vocação. Segundo Débora, para muitos, o chamado missionário se resume somente a pregações, entrega de folhetos, etc. Mas, no dia a dia, ela percebeu que a realidade é bem diferente.
“Para muitos, o chamado missionário se resume somente às pregações, entrega de folhetos, etc. Mas a realidade é que a vida do missionário transcultural é cheia de desafios grandes que não envolvem somente isso. É uma vida de total e completa dependência de Deus. E de um esvaziamento de si mesmo. Nesse tempo aqui, tenho entendido que precisamos cobrir mais nossos missionários de oração e que nossas ofertas estão sendo bem empregadas na obra.
Para você pregar para um povo transcultural, é necessário realmente adentrar em sua cultura e conhecer o povo — é isso que nossos missionários têm feito. Eles têm desenvolvido relacionamentos e, assim, têm testemunhado do Senhor.”
Foi nesse contexto de cuidado diário que a jovem voluntária compartilha também o testemunho marcante de uma paciente de 23 anos que atendeu no projeto na primeira semana. A paciente, Adassa*, chegou pedindo que ela arrancasse um dente da frente porque estava sentindo dor. Débora logo ficou angustiada, porque o caso não necessitava de uma medida tão drástica quanto a extração. O tratamento era mais simples. Apesar das barreiras de comunicação, ela conseguiu explicar para a paciente e então começaram o tratamento.
A cada semana, Adassa voltava para o tratamento. Débora orava com ela ao final, apresentando-lhe o amor de Jesus. Em um dos atendimentos, ela se emocionou de gratidão e agradeceu por todo o cuidado que a Fábrica da Esperança tem tido com ela. Nas palavras da jovem voluntária, isso também é levar o amor e a compaixão de Jesus, por meio do cuidado com o próximo.
Com o passar do tempo, ela foi desenvolvendo um relacionamento com os pacientes, orando com cada um e compartilhando o Evangelho. Em seu coração, ela sabe que as sementes da Palavra do Senhor que foram plantadas jamais voltarão vazias.
Além do atendimento de saúde, Débora também teve a oportunidade de passar o dia em uma comunidade local. Ela entrou no transporte e, três horas depois, estava com a família missionária que lidera uma igreja evangélica e uma ação aos sábados com as crianças. Mais de 95 crianças se aproximaram correndo quando viram nossos missionários e Débora chegando.
Apesar de o local ser simples, o povo era extremamente acolhedor. Ela brincou, cantou e ensinou. As crianças aprenderam sobre escovação e depois receberam aplicação de flúor. Ao todo, foram entregues 155 escovas de dente, 75 pastas e fios dentais.
Toda a experiência com as pessoas e as crianças da vila a lembraram do relato bíblico de Paulo sobre os irmãos das igrejas da Macedônia: “Pois dou testemunho de que eles deram tudo quanto podiam, e até além do que podiam. Por iniciativa própria” (2 Coríntios 8:3). Nessa interação, ela foi tocada pelo Espírito Santo com a certeza de que aquela vila era um terreno fértil para o Evangelho germinar e frutificar. O trabalho missionário ganhou ainda mais admiração de Débora, pela dedicação empenhada em espalhar as boas novas aos que ainda não conhecem Jesus.
“Ao fim do dia, embora muito cansada, só conseguia pensar no privilégio e na honra que é poder ver com meus próprios olhos e poder contribuir, mesmo com meu pouco, para a expansão do Reino em todo mundo.”
Débora já voltou ao Brasil e, depois dessa experiência, sabe que seu coração e sua vocação estão ainda mais alinhados com o Senhor. Para outros que têm o chamado e desejam participar de uma caravana do Voluntários Sem Fronteiras, ela diz que atender à vontade de Deus é, antes de tudo, uma questão de obediência.
“Se Deus tem colocado no seu coração o desejo de fazer parte e ter uma experiência missionária transcultural, obedeça ao chamado. Ele quer usar você, com os seus dons, talentos e habilidades. Coloque-os nas mãos do Senhor e seja usado por Ele. Os frutos virão!”
Esperamos que, assim como Débora, você se deixe ser usado(a) pelo Senhor. Coloque sua vida nas mãos d’Ele e espere.
Para participar do Programa Voluntários Sem Fronteiras (VSF), acesse missoesmundiais.com.br/va
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Jamile Darlen
Jornalista em Missões Mundiais