Mesmo em solo árido, o Evangelho floresce
- Redação JMM
Ao longo da História, a igreja cresceu e avançou diante de situações difíceis. Até hoje, a oposição à fé cristã é uma realidade, seja nos lugares mais hostis ao Evangelho ou nos países considerados “livres”. Contudo, o exemplo dos primeiros cristãos, que não pediam o fim do sofrimento, mas ousadia para anunciar a Palavra da salvação em meio às adversidades, é o que impulsiona o povo de Deus continuar a sua marcha na terra. É o que move obreiros, agências missionárias, instituições cristãs e ministérios diversos a cumprirem a missão que Jesus deixou.
Recentemente, esse sentimento esteve muito presente em nossa vida. Eu participei (foto) do congresso anual da Missão Portas Abertas, agência que atua no socorro à Igreja Sofredora em mais de 70 países, e que tem base de apoio em 25 nações. O evento reuniu representantes de toda a Itália, restando poucos lugares vazios no auditório, com capacidade para 1.200 pessoas. As conferências mostraram um fato alarmante: atualmente, mais de 380 milhões de cristãos no mundo são perseguidos por causa de sua fé, números que aumentam a cada ano. A nossa igreja em Vigevano, além de contar com um “embaixador” (representante local), participa dessa organização por meio de orações e ofertas regulares.
Nesse mesmo mês em que participei do congresso, começamos a preparação para o projeto “Casas de Paz” – uma estratégia que visa alcançar pessoas com a mensagem do Evangelho em seus próprios locais de habitação. A meta é estabelecer bases para a realização de uma série de estudos bíblicos evangelísticos. Depois, formar novos pequenos grupos nos locais que se disporão a continuar um percurso de discipulado.
De acordo com a realidade italiana, porém, isso não será muito simples. Os italianos não abrem a porta de suas casas com facilidade, a menos que os visitantes sejam amigos muito achegados ou pessoas de estreita convivência familiar. Por conta disso, na própria igreja, algumas pessoas acham que “aqui na Itália esse tipo de ação não dá certo”, e assim a adesão não tem sido grande até agora. Por isso, me dedico a uma intensa preparação espiritual e emocional, com orações, jejuns e pregações direcionadas, pedindo ao Espírito Santo as estratégias justas e ousadia para continuar a missão que Jesus deixou neste solo árido onde semeio.
Dentro dessa visão, no primeiro semestre realizamos o segundo culto de missões do ano, que contou com a presença de um missionário italiano e sua família, da Missão Palavra da Vida. Eles trouxeram notícias atualizadas do trabalho que realizam, especialmente entre jovens e adolescentes, mostrando o impacto de algumas ações e os frutos colhidos. A igreja de Vigevano apoia essa família de obreiros, sendo essa parceria um fruto da visão missionária que é compartilhada por nós.
Outra programação a ser mencionada foi o encontro que a Denise promoveu com algumas mulheres da sua célula online (grupo que funciona virtualmente porque tem pessoas de diversas cidades). Foi uma tarde de descontração e a oportunidade para estreitar as amizades, visto que algumas delas se encontraram pessoalmente pela primeira vez. A reunião aconteceu numa cidade vizinha, na casa de uma nova convertida do grupo. Assim, além dos regulares encontros (em média, a cada três meses) com mulheres da igreja e amigas, esses descontraídos momentos contribuem para despertar e solidificar a fé de muitas mulheres, com excelentes resultados.
Diante destes relatos, os pedidos de oração deste mês são: pelo projeto “Casas de Paz”; por portas abertas à evangelização em Vigevano e pelo fortalecimento, crescimento e solidificação da igreja; pela chegada de crentes maduros e comprometidos que ajudem em algumas áreas carentes da igreja; pela saúde física, emocional e espiritual da nossa família.
Como sempre fazemos, nos despedimos expressando a nossa gratidão a você que participa da obra missionária conosco com suas orações, ofertas e encorajamento. Muito obrigado por seu apoio e cuidado.
Juntos, no amor do Pai, vamos completar a missão!
Pr. Luiz Cláudio Marteletto
Missionário na Itália